quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Governo Jatene ameaça e a categoria reage com muito mais luta!






A Greve na Rede Estadual de Ensino do Estado do Pará já ultrapassou os 50 dias. Muitas rodadas de negociação foram feitas, mas ainda não houve consenso entre governo e categoria. O governo apresenta minutas cheias de armadilhas jurídicas, com a intenção de passar propostas que não trazem ganhos reais para a categoria. Depois usa a mídia para dizer que já cumpriu a pauta dos trabalhadores, numa tentativa de confundir a opinião pública e jogá-la contra os trabalhadores.
Sua última estratégia agora foi solicitar os pontos dos dias parados, segundo ele, o desconto que fará dos professores grevistas servirá para pagar professores substitutos. Medida essa desesperada como última tacada para tentar desmobilizar a categoria sem atender os pontos de pauta. Cabe lembrar que nenhum professor consegue hoje tirar qualquer tipo de licença no estado porque não há quem o substitua nesse período. Agora no momento de greve há professores para substituir os grevistas? Isso é no mínimo estranho!
Em Marabá a categoria decidiu só parar o movimento quando o comando de greve na capital por fim ao movimento, pois aqui, como em todo o interior do estado, as condições de trabalho são péssimas. As escolas estão abandonadas há décadas. Quando há uma pseudo reforma, como a que aconteceu nas Escolas Gaspar Viana e Liberdade, onde os alunos foram prejudicados com mais de 90 dias parados, são de péssima qualidade e não dura um ano letivo. Não existe por parte do governo qualquer respeito com a comunidade em programar as reformas das escolas sem que haja prejuízo para o ano letivo.
Veja os principais pontos de pauta:
1.       Hora Atividade: lutamos pelo que garante a lei, ou seja, 33% de hora atividade, o governo pretende apenas 25%, mas de maneira equivocada que nas contas dá apenas 5%. Pois o governo insiste em dizer que já paga 20% em dinheiro!
2.       Retroativo do Piso Salarial de 2011: o governo propõe discutir essa questão apenas em marca de 2014, o SINTEPP propõe o pagamento de 50% desse valor em março de 2014 e os outros 50% a ser parcelado em cinco vezes.
3.       SOME: o governo concorda em lotar com 200 horas e abrir o número de alunos por turmas, mas ainda precisamos garantir que fique 150 horas de regência e 50 de horas atividades e que conste na minuta da lei do SOME.
4.       PCCR UNIFICADO: o governo já propôs criação de comissão paritária para fazer essa discussão.
5.       SUSIPE: tem acorde em lotar com 200 horas, mas falta organizar a jornada com 100 horas em regência e 50 horas como hora atividade fora do local de trabalho e 50 horas em formação.
6.       ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETOR: temos o acordo de apresentar um projeto de lei a ser encaminhado, em comum acordo, para a ALEPA até o final do ano.
7.       REFORMA DAS ESCOLAS: não há nenhuma proposta clara do governo para atender essa pauta. Ou seja, um dos nossos principais pontos de pauta, continua sem qualquer atitude concreta por parte do governo, já que não sabemos como ficará a situação das Escolas Estaduais Sucateadas de Marabá e de todo o estado do Pará.
A categoria em todas as mesas de negociação vem deixando claro ao Governo que não aceita mais enrolação; nossa categoria não acredita em promessas, portanto, queremos reafirmar para toda a sociedade nossa disposição de continuar a greve independente das pressões e ameaças do Governo Jatene. A Greve continua e a culpa é do Jatene!

MOVIMENTO EM FRENTE À URE


Estamos nesse momento acampados em frente à 4ª URE, conforme foi deliberado na assembleia que aconteceu ontem no Plínio Pinheiro. Aguardamos e convidamos todos os companheiros da Rede Estadual de Ensino a comparecerem ao local.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

REFLEXÃO SOBRE A GREVE ESTADUAL

"Se o homem é formado pelas circunstâncias, torna-se necessário formá-las humanamente; se por natureza o homem é sociável, ele só desenvolve sua verdadeira natureza na sociedade." (Marx-Engels, a sagrada família cap. V)

A Greve na Rede Estadual de Ensino do Estado do Pará ao invés de caminhar para seu fim parece rumo ao contrário. Os últimos atos do governo tem causado tamanha indignação nos servidores que pela primeira vez na história de nosso estado estamos caminhando para uma Greve Geral dos Servidores. Pelo menos quinze sindicatos prometem somar apoio ao SINTEPP na assembleia de hoje à tarde na ALEPA. O DETRAN e os Servidores da Saúde já estão em greve, a PM e os Bombeiros ameaçam paralisar suas atividades.
As circunstâncias atuais são desumanas e degradantes. Com um piso salarial miserável de R$ 1.567,00 transformado em teto salarial, a categoria da educação precisa lutar por penduricalhos para manter uma salario de subsistência. No programa MAIS MÉDICO do governo federal, um médico iniciante receberá uma bolsa de 10 mil reais, não que não seja justo, penso que é , poderia ser até mais, porque não o salário de um deputado para uma médico que se dispõe a ir para os rincões do pais? Todavia, o que causa indignação é saber que para mesma localidade um professor experiente é mandado com um salário muito inferior e sem nenhuma condição de trabalho. Por isso precisamos regularizar o SOME para que sejam garantidos minimamente os direitos de nossos companheiros.
A realidade de quem trabalha na Zona Rural não é menos desumana. Se imaginarmos um fato corriqueiro, realidade em vários escolas do estado, de professores e alunos em uma sala de aula sem nenhum sistema de ventilação, em um clima que pode passar dos 40º graus, teremos a convicção que essa é uma situação suportada por poucos animais irracionais. Se tomarmos como verdadeiro o pensamento Marx-Engels, teremos que concordar também com a impossibilidade de se formar profissionais qualificados, uma vez que acredito que metade da formação do professor vem com prática, em situações tão desumanas; nem muito menos conseguiremos formar cidadãos críticos capazes de alterara a sua realidade, a menos que mostremos a eles, os alunos, a atual situação humilhante a qual são submetidos.
Esse movimento grevista que hoje somam 51 dias, tem essa responsabilidade, uma vez que a pauta principal não é salário e sim melhores condições de trabalho. O professor que "pensa no aluno" deve se manter na vanguarda dessa greve. O professor que só pensa no seu mísero salario e com ele se conforma não luta, isola-se por isso não se desenvolve. Dessa forma, companheiros, devemos nos manter Unidos com a finalidade de tornarmos nossa realidade mais humana.